Um devaneio na Black Friday

Estava eu à toa em casa, assistindo a Black Friday na tv só para ver tudo aquilo que eu não comprarei e de repente, não mais que de repente, pipocou na minha cabeça uma situação hipotética que achei interessante compartilhar com vocês.

Imagine uma criança que estuda em uma escola onde os alunos podem praticar uma determinada modalidade esportiva e inclusive participar de um torneio representando essa escola, que compete com outras escolas de sua região. Essa criança se dedicava aos treinos por gostar daquela modalidade esportiva e chegou a treinar mais em outro lugar para aprimorar sua técnica, pois ficou animada em poder competir e ajudar a escola no torneio.

Essa criança esteve em todas as etapas do torneio, torceu pelos colegas, pelos amigos, teve alguns bons resultados e com isso contribuiu de forma significativa para que sua escola fosse a melhor colocada no final do torneio. E a criança festejou com seus pais em casa o êxito da escola na competição. E animou-se em continuar treinando no ano seguinte na escola.

Após o fim do torneio, a escola anunciou que premiaria os alunos que tivessem se destacado durante o ano e essa criança ficou na expectativa do que poderia acontecer, pois ela teve consciência de que seus resultados fizeram diferença para o êxito da escola no torneio. Ficou muito contente ao saber que uma grande amiga, que estuda em outra escola, fora selecionada como destaque.

Como o mundo nem sempre nos dá aquilo que esperamos, essa criança não foi chamada como uma das alunas que se destacaram naquela modalidade esportiva. Apesar da frustração da criança, os pais explicaram que nem sempre as coisas são do jeito que se gostaria e que a escolha foi feita com base em algum critério, mesmo que os pais não tenham sido informados sobre que critérios teriam sido esses e portanto não conseguiram satisfazer a curiosidade natural da criança.

Com a frustração, veio a vontade da criança de desistir das competições. E os pais disseram que poderia ser importante insistir, que mesmo sem o reconhecimento da escola seu esforço seria importante. Preparar-se para competições e participar, vencendo ou não, ajudaria no crescimento e na formação da própria criança.

No dia seguinte à premiação, naturalmente essa criança ficou sabendo um pouco mais sobre quem foi premiado. Um fato interessante nessa história, por exemplo, envolve outro aluno que não treinou nessa escola, mas a representou no torneio e por isso foi considerado um destaque. Para aquela criança isso soou estranho.

A criança ficou sabendo que outros alunos, que tiveram resultados piores que os dela no torneio ou que nem mesmo participaram de todas as etapas, foram considerados como destaques. E para aquela criança isso soou estranho.

E com isso a criança aprendeu que o mundo não parece justo e muitas vezes parece incoerente aos nossos olhos. Aprendeu como as pessoas podem ficar confusas quando certos fatos não são explicados. Mas ao mesmo tempo fortaleceu sua vontade de continuar praticando aquela modalidade esportiva mesmo que seu esforço não tenha sido reconhecido, pois é algo de que aquela criança gosta de fazer.

Avisos: Esta história é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, ou com fatos ocorridos na vida real, é mera coincidência. Nenhum animal ou ser humano foi ferido durante a elaboração dessa história.

Aula ou bar? Que dúvida…

Li um post no FB de um colega professor muito conceituado (e a quem aprecio) que eu não vejo há vários anos, mas procuro acompanhar o que escreve pois sempre tem algo interessante a dizer. Ele se referiu ao esforço dos profissionais da Educação no sentido de tornar as aulas mais atraentes para “tirar os alunos dos bares ao redor das universidades e trazê-los para as aulas de aula”.

Segundo ele (e eu concordo com essa visão), virou moda demonizar a aula expositiva e os professores deveriam inovar seus métodos de ensino. Ao mesmo tempo, ele comentou (e é outra verdade) que há professores que ministram ótimas aulas expositivas e com isso contribuem de forma significativa para o aprendizado de seus alunos.

É uma discussão muito pertinente e não existem fórmulas prontas. Tentarei contribuir de alguma forma com o debate e espero poder ajudar alguém com essas palavras.

Primeiro, acho importante deixar claro que minha área profissional hoje é a Educação. Lecionar para mim não é um “bico”, não é uma forma de complementar renda. E adoro lecionar, pois entendo que a Educação é uma das (talvez poucas) formas de se progredir honestamente na vida e fico muito contente em poder contribuir com isso. Eu sempre quis ser professor e hoje sou feliz como um porco na lama. 🙂

Isto posto, digo que como professor não me vejo como alguém que ensina já que no meu modo de ver o aluno é que aprende, se tiver vontade. Explico isso aos meus alunos e digo que se eles quiserem aprender eu estarei lá para trazer algumas informações básicas, tentar conectar essas informações com a realidade, indicar o que eles podem fazer para se aprofundar e tentar responder eventuais dúvidas deles, ainda que seja trazendo mais dúvidas. Nesse sentido eu ajudo quem posso e quem quer ser ajudado.

Digo ainda que eu não me vejo como alguém que tenha de incentivar os alunos a estudar ou mesmo a comparecer às aulas, já que eu entendo que ninguém apontou uma arma para a cabeça deles e ingressaram no curso porque quiseram. Cada professor faz aquilo que julga mais adequado para tentar atingir positivamente seus alunos, mas eu abomino essa história de fazer funk para explicar um assunto e não sou animador de auditório.

Outro ponto que eu procuro deixar claro: eu tenho a minha graduação completa, minhas pós e continuo estudando. Quem está buscando algo (ou deveria estar) é o aluno. Cabe a ele, na medida de seus interesses, dedicar-se a aprender aquilo que precisa, cumprir os créditos e concluir o curso. Vários alunos ingressam na graduação sem ao menos ter maturidade suficiente para entender a utilidade de determinadas coisas e muitos realmente não sabem nada sobre o mundo. Sinceramente, eu não vou ficar me esgoelando em uma sala de aula.

Ainda é importante notar que vemos alunos que chegam na faculdade e parece que viveram em uma bolha, em uma redoma onde tudo era lindo e maravilhoso e ele era o cara mais inteligente do mundo. Quando ele chega na graduação e descobre com uma crítica que não é tudo aquilo que ele foi levado a acreditar até aquele momento começa o conflito. Já li no Facebook depoimento de aluno que diz ter ficado nervoso pois o professor lhe disse que ele precisaria fundamentar seu discurso. Esse é um que provavelmente nunca foi contrariado.

Todos podemos aprender algo de duas formas: pelo amor ou pela dor. No mundo em que vivemos, com essa competição desenfreada e muitas vezes desleal à qual muitos de nós são submetidos, não tem DP. Assim, eu penso (e digo) que a faculdade é um local onde você pode aprender de forma cooperativa, onde haverá pessoas interessadas em que você aprenda (desde que você queira) e onde você pode errar à vontade, pois o máximo que acontece quando você se reprova em uma disciplina é ter de cursá-la novamente. Repito: aí fora não tem DP. Dependendo daquilo com que a pessoa vai trabalhar, um erro cometido por algo que não foi aprendido pode significar mortes. Pode parecer exagero de minha parte, mas isso é algo que muita gente não pensa.

É isso, pelo menos por enquanto. Como escrevi acima, espero com essas palavras ter contribuído com a discussão e poder ajudar alguém. Se você concorda, ou se discorda, ou se eu não expliquei alguma coisa direito, ou se apenas quiser dar um “oi”, fique à vontade.

Um “Exame da OAB” para todos: será que é por aí?

A partir de um artigo chamado A prova da OAB e os milhares de não advogados, da Sabine Righetti, colunista de políticas de Educação e Ciência da Folha online, resolvi dar minha opinião sobre o assunto.

Sugiro ler o artigo antes do texto que publico abaixo.

Sem entrar nas especificidades do Exame da OAB, uma vez que sou leigo, penso que todos os cursos deveriam ter algo parecido e que a aprovação nesse exame deveria ser requisito para emissão do diploma. Não tenho dúvidas de que haveria um pouco mais de seriedade por parte de certos alunos – que muitas vezes não estão minimamente preocupados com o esforço que deveriam fazer para estudar já que terão seu diploma garantido após pagar suaves prestações. E as instituições de ensino superior que passasem a ter menos alunos diplomados teriam de tomar as suas providências para melhorar o quadro ou acabariam perdendo alunos com o passar do tempo.

Além disso, penso que a nota do ENADE deveria vir impressa no histórico escolar e no diploma de graduação, pois como somente as instituições são penalizadas quando há uma nota baixa no ENADE, muitos “estudantes” não dão a menor importância para a prova. Vários chegam de ressaca por causa da “balada”, isso quando não chegam devidamente “calibrados”, seja pelo álcool ou pelo THC – para citar o mínimo. O ENADE é o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, não das instituições.

Não se trata de satanizar o aluno e colocar toda a culpa nele, mas não se pode negar que existe negligência e desinteresse por parte de muitos alunos, que hoje encontram uma instituição em cada esquina, quase se batendo com as concorrentes para captar mais esse “cliente” e essa posição de “cliente” é muito cômoda, claro que equivocada pois Educação não é geladeira. Aliás, eu queria saber quem inventou essa história de “aluno cliente”.

De qualquer maneira, é uma questão bem polêmica. Há pessoas que defendem que o MEC deveria fiscalizar melhor os cursos, outros que atribuem às entidades de classe um papel importante nessa fiscalização. Existem alunos a favor de exames como o da OAB, outros são contrários. O importante é que continuemos a discutir e tentar desenvolver ações para a melhoria da qualidade de ensino, sem esquecer que isso depende não apenas da instituição de ensino, mas dos seus alunos, que no meu modo de ver são os maiores interessados nisso.

Doutrinação ideológica na Educação: uma praga a ser combatida

Participo de vez em quando de algumas discussões muito interessantes no grupo do Facebook de uma das faculdades onde trabalho. Dessa vez, um de nossos alunos colocou um link para um artigo que trata da doutrinação ideológica na Educação, algo que vem ocorrendo há algum tempo.

Resolvi publicar aqui o que escrevi lá, pois a coisas no FB se perdem rapidamente. Espero que contribua para a discussão sobre o assunto, muito pertinente.

O autor do artigo não deixa de ter razão quando diz que a doutrinação não está só nos “comunistas”, mas nos “liberal conservadores”. E é errado tanto para um como para outro. Discutir reforma agrária, relações homoafetivas, distribuição de renda, globalização e outros temas é muito interessante, mas quando temos algo como o que mostrarei a seguir, a coisa muda de figura.

Livro didático capitalismo versus socialismo

Não somos bobos. Sabemos que as grandes corporações estão pouco se lixando para as pessoas, que são um mal necessário na visão desses conglomerados. Se houvesse a possibilidade de faturar sem que houvesse consumidores para encher o saco, sem que houvesse funcionários para causar problemas e sem governos para intervir e arrecadar, seria o Nirvana para esses caras.

Só que pintar o capitalista como “burguês” é fomentar o ódio e a revolta, especialidade sabemos de quem. Burguês o caramba. Grande parte das empresas no Brasil são micro, pequenas e médias, que conseguem sobreviver a duras penas. Inclusive contam com um sócio sanguessuga, o Estado Brasileiro, que sabe arrecadar como poucos no mundo, mas que é assolado em todos os níveis pela ineficiência e pela corrupção, para citar dois “pequenos” problemas. E vejam quem está no “alto” do Estado Brasileiro hoje.

E do outro lado, o mundo dos ursinhos carinhosos que é o socialismo. Ah, que enganação! Dizer que a fábrica pertence a “toda a sociedade”, que o povo trabalhador “é o dono de tudo” e que as decisões são tomadas “democraticamente” pela sociedade, que “planifica a economia” é atentar contra a inteligência de qualquer um minimamente informado.

Um dos maiores engodos de todos os tempos deu-se de 1917 até o início dos anos 1990, com a URSS e seus satélites. República Democrática da Alemanha, da qual não se podia escapar – a não ser morto ou próximo de. Vão ver no que deu a Primavera de Praga. Vejam como eram as condições de “vida” na Albânia. Isso só para ficar em três exemplos.

Muito se fala dos militares, cuja linha dura infelizmente torturou e matou no Brasil. Querem ver o que os “guerreiros da liberdade” brasileiros fizeram aqui, logo no início da ditadura 1964-1985? Vão ler sobre o Atentado do Aeroporto dos Guararapes. É isso que querem no Brasil? Pois é isso que está sendo fomentado, pouco a pouco, em todos os níveis educacionais.

É errado proibir que se discuta cidadania nas escolas e faculdades? Sem dúvida. Mas estuprar mentalmente alunos que sim, são influenciáveis por professores que sabem exatamente qual o discurso que devem usar – e como usam o canto da sereia – é tão ou mais errado quanto.

O jovem – não apenas ele – quer mudanças, quer uma sociedade onde se tenha melhores condições de vida, vê pai e mãe reclamarem todos os dias daquilo que o Estado Brasileiro deveria fornecer em troca dos impostos que arrecadam de qualquer balinha que é comprada no bar da esquina, usam um transporte público indigno e passam por outras coisas de que todos sabemos.

E os aproveitadores estão à espreita para lançar mão do discurso que prega na verdade a intolerância, pois se você não é “progressista”, só pode ser “reacionário”. Mas a Vida ensina que o mundo é muito mais complexo que isso.

Como já foi dito, deve-se apresentar todos os lados da moeda. Isso é respeitar o outro, é contribuir para o desenvolvimento de uma escola cidadã, seja na educação básica ou na superior.

Comece sua graduação em TI em 2014

2014 está chegando e com o novo ano abrem-se oportunidades de começar um curso de graduação na área de Tecnologia da Informação, que possui uma grande demanda de profissionais qualificados. Trago hoje duas opções de faculdades, uma particular e uma pública, que apresentam uma boa variedade de cursos.

Em São Caetano do Sul fica uma das Fatecs, as Faculdades de Tecnologia do Centro Paula Souza, que desde os anos 70 trazem aos interessados opções de formação superior tecnológica de qualidade e gratuita, pois os cursos são mantidos pelo Governo do Estado de São Paulo.

Mais de 90% dos alunos das Fatecs estão colocados no mercado de trabalho e quem estuda em uma Fatec é visto com atenção pelas áreas de seleção das empresas.

Os cursos oferecidos na Fatec São Caetano do Sul tem três anos de duração e são os seguintes:

  • Análise e Desenvolvimento de Sistemas – matutino e vespertino
  • Jogos Digitais – noturno
  • Secretariado – vespertino
  • Segurança da Informação – matutino e noturno

O site da Fatec Sao Caetano do Sul é http://www.fatecsaocaetano.edu.br

Outra opção interessante é a Faculdade Diadema (FAD), ligada ao Grupo UNIESP. A FAD oferece diversos cursos de graduação (bacharelado, tecnologia e licenciatura) em várias áreas do conhecimento e, entre eles, o de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, com duração de dois anos e meio e aulas nos períodos matutino ou noturno.

Para informações sobre a Faculdade Diadema visite http://www.faculdadediadema.edu.br

Cursos on-line oferecidos pelo Senado Federal

O Senado Federal mantém um centro de capacitação chamado Instituto Legislativo Brasileiro, que oferece cursos para os servidores de todo o Poder Legislativo brasileiro nas modalidades presencial e à distância desde 1997.

O interessante disso é que vários dos cursos à distância estão disponíveis gratuitamente para qualquer cidadão. Os temas são voltados à formação política e cultural, incluindo assuntos como as doutrinas políticas contemporâneas, o novo acordo ortográfico, introdução ao Direito e outros.

O Instituto oferece certificado de participação para os alunos aprovados nas avaliações que são realizadas eletronicamente. Informações sobre os cursos e inscrições podem ser feitas no site do ILB:

http://www.senado.leg.br/senado/ilb/default.asp

Associação de ensino superior cria curso on-line de Língua Portuguesa

A ABMES (Associação Brasileira de Mantenedores do Ensino Superior) está oferecendo um curso de Língua Portuguesa à distância para universitários e professores para promover o nivelamento e a revisão de conteúdos e conhecimentos na matéria para o nível superior de ensino. Atualmente está disponível o material de ortografia, com sete módulos e 25 aulas que abordam temas como sinais ortográficos, acentuação, erros comuns de ortografia e a reforma ortográfica.

O MOOC (Massive Open Online Course) Língua Portuguesa é oferecido pela plataforma Redu, que permite a criação de cursos por escolas e professores independentes. A criação desse MOOC é fruto do trabalho do Grupo de Pesquisa em Tecnologias Educacionais da PUC-SP e do pesquisador em Educação a Distância e Tecnologia Educacional João Mattar, que eu tenho o prazer de conhecer pessoalmente e com quem trabalhei na Universidade Anhembi Morumbi.

O acesso ao MOOC-LP pode ser feito a partir deste link. Bons estudos.

Comece sua graduação em TI no segundo semestre

O segundo semestre está se aproximando e com ele abrem-se novas oportunidades de começar um curso de graduação na área de Tecnologia. Trago hoje duas opções de instituições, uma particular e uma pública, que apresentam uma boa variedade de cursos.

Em São Caetano do Sul fica uma das Fatecs, as Faculdades de Tecnologia do Centro Paula Souza, que desde os anos 70 trazem aos interessados opções de formação superior tecnológica de qualidade. Mais de 90% dos alunos das Fatecs estão colocados no mercado de trabalho e quem estuda em uma Fatec é visto com atenção pelas áreas de seleção das empresas. Uma vantagem de se estudar na Fatec é que se trata de ensino gratuito, mantido pelo governo do estado de SP.

Os cursos oferecidos na Fatec São Caetano do Sul tem três anos de duração e são os seguintes:

  • Análise e Desenvolvimento de Sistemas – matutino e vespertino
  • Jogos Digitais – noturno
  • Secretariado – vespertino
  • Segurança da Informação – matutino e noturno

O site da Fatec é http://www.fatecsaocaetano.edu.br

Outra opção interessante é a Faculdade Diadema, uma das instituições integrantes do Grupo Uniesp. A Uniesp oferece diversos cursos em várias faculdades no Brasil e tem se apresentado como uma opção de ensino superior privado e gratuito por meio de seu programa “A Uniesp paga a sua faculdade”, vinculado ao programa FIES do Governo Federal.

Na Uniesp Diadema o curso oferecido é Análise e Desenvolvimento de Sistemas, com duração de dois anos e meio e aulas nos períodos matutino ou noturno.

Para informações sobre a Uniesp Diadema visite http://www.uniesp.edu.br/diadema

Aluno morreu por excesso de leitura

Sobre o caso relatado em http://www.carlaomaringa.com.br/2012/03/excesso-de-leitura-leva-estudante.html e em muitos outros sites. Posso não ter procurado direito, mas não achei nada em sites de jornais da região. Se encontrarem, por favor coloquem nos comentários.

Eu conheço uma história parecida contada por um antigo chefe de redação de um grande jornal paulistano: um foca (jornalista recém-formado) escreveu uma matéria e levou para aprovação do chefe. O chefe olhou e disse algo como “não dá nem para ir pro lixo isso aqui”. O foca voltou cabisbaixo e fez uma segunda versão, apresentada e rejeitada com um “ainda não dá para ir pro lixo”. Na terceira ou quarta vez, não lembro mais, o chefe da redação pegou o texto e, sorrindo, disse ao pobre diabo “agora sim, dá pra ir pro lixo”. E jogou o texto no cesto. Brincadeira de redação com um novato.

Anedotas do cotidiano à parte, sobre esse negócio de bullying que teria sido praticado pelo professor eu não estava lá na pele dos alunos mas posso garantir que hoje, se você forçar um pouco mais (e não estou falando em exagerar), o aluno esperneia. Há várias razões para isso, desde o despreparo acadêmico (que pode ser creditado à má formação no ensino básico, mas não é tão simples pois o desinteresse pelos estudos é muito grande) até a forma como os filhos estão sendo educados. Dou como exemplo a mania de muitos pais em fazer seus filhos acreditarem que são os melhores do mundo, como se tudo o que fizessem fosse a maravilha das maravilhas e não são preparados para serem criticados.

Quando esses filhos vão para a escola ou para a universidade e a crítica chega – algo natural na vida real, fora da redoma na qual foram criados, quem está criticando pode ser acusado de bullying, ainda que a intenção seja fazer com que o aluno atinja a excelência em um trabalho acadêmico ou somente corrija um erro que cometeu. Não estou defendendo o tal professor e seria leviano de minha parte fazê-lo, pois só estando na pele dos alunos (e na do professor) para saber o que realmente ocorreu.

Mas o fato é que tem muito aluno hoje que não suporta nem a possibilidade de ser criticado. Eu mesmo vivenciei uma situação como essa ao passar um trabalho para algumas turmas e pedir que publicassem em um site que havia criado justamente para isso. Um dos alunos insistiu que eu deveria dar a opção de não publicar, pois na visão dele não seria correto colocar seu texto em público para possivelmente ser criticado pelos leitores.

Fico imaginando que, se fosse algo relacionado ao desenvolvimento de um sistema, ele seria desenvolvido de acordo com a visão do desenvolvedor e não pela do usuário, que não teria o direito de sugerir mudanças ou apontar problemas. E se fosse um jogo? Talvez nunca fosse lançado, pois não poderia receber críticas.

De qualquer maneira, o caso precisa ser apurado. Mas a causa mortis ter sido uma convulsão causada pelo excesso de atividade cerebral não é forçar um pouco demais a barra? Quer dizer que pensar muito pode levar à morte? Acadêmicos, inventores, empresários, criativos do mundo: tremei!

Cursos on-line disponíveis no site do Senado Federal

O Senado Federal possui um órgão chamado Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) que possui um site no qual é possível acessar e participar de vários cursos on-line, com ou sem tutoria, abertos a qualquer cidadão brasileiro. Os temas são bem variados, como o novo acordo ortográfico, doutrinas políticas contemporâneas e sobre o funcionamento do Poder Legislativo, entre outros.

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